Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

der spleen

alguma coisa mudou dentro de mim. depois de apresentar o der spleen com a Sandra Andrade e o Hugo Loureiro no Museu Nogueira da Silva, alguma coisa mudou. só agora começo a perceber. 2010 foi um ano muito difícil. com salários em atraso e coisas para fazer depois do horário de expediente, mais importantes que o emprego, tive de enfrentar a minha habitual personalidade procrastinante. trabalho com amigos há alguns anos. trabalhar com outras pessoas é óptimo. sozinho é bem mais fácil desistir das coisas, porque não há responsabilidade partilhada. mas depois do der spleen, mudei, não sei bem como, nem em quê. há uma forma de enfrentar a execução das coisas, um ir em frente resoluto que não é novo, nem é fruto de nenhum tipo de revelação ou de algum tipo de epifania extraordinária. algo que sempre esteve cá, mas que precisava de ser acordado, ou de ginástica, ou de que eu lhe entendesse o mecanismo. a verdade é que eu não lhe entendo o mecanismo, nem sei se é um mecanismo. sei que não há spleen, boredom, ennui ou tédio que me pegue. e keine angst me tolhe os movimentos, desde me levantei da cadeira de rodas para caminhar de saltos altos.

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